Firmo’s Random Collection

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Bobagens

Escrito por Fábio em Fevereiro 19, 2008

É possível banhar-se duas vezes no mesmo rio? É a água que passa ou o rio que fica? Não sei. Se soubesse Alberto Caeiro seria um grande bobo, mas o bobo sou eu.

A correnteza não se importa com nossos dilemas. Ela continua a fazer o que sabe fazer de melhor, e assim a água passa e o rio fica. Mas não conseguimos parar de pensar.

Talvez eu possa banhar-me duas vezes quando parar de pensar. Quando parar de pensar se é cedo demais ou se é tarde demais. Não importa, se for cedo o sol estará nascendo silenciosamente; se for tarde as estrelas estarão se mostrando timidamente. É bonito igual.

Não é reposta, mas o Alberto parece um pouco mais bobo agora.

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Confissão

Escrito por Fábio em Janeiro 18, 2008

Hoje sonhei que roubei uma fruta. Não foi como o morango, que paguei em suaves prestações. Foi um roubo, e foi (muito) bom.

Teve gosto de loucura, de transgressão, de descontrole.

Teve gosto de abacaxi!

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Sobre trolls e lobos

Escrito por Fábio em Dezembro 19, 2007

Bah, estou com um rascunho de um post explicativo sobre Linux, ambientes gráficos e integração de aplicativos desktop. Quem quer ler levanta a mão… alguém? … ninguém? … foi o que pensei.

O rascunho está meio grande (e ainda estou na metade!), acho que um blog não é o lugar para explicações como aquela. Pelo menos não o meu blog.

Mas mesmo assim vocês não escaparam dos meus posts sobre software livre. No dia 13 de dezembro a Trolltech anunciou que irá colaborar ativamente com o desenvolvimento do Phonon, e como pontapé inicial já incluiu suporte ao GStreamer, ao DirectShow 9 (para Windows) e ao Quicktime 7 (para Mac OS X).

Ok, agora as explicações sobre o Phonon e o porquê dessa notícia ser boa.

Phonon é uma API (application programing interface) multimídia para o KDE4. Ela tem o objetivo eliminar a dependência direta de programas multimedia de um framework específico (como o GStreamer, Xine ou DirectShow). Isso significa que o mesmo programa poderá ser usado em vários ambientes, seja ele Linux, Microsoft ou Apple, sem que seja preciso fazer várias versões. Além disso as aplicações não são prejudicadas caso um framework tenha problemas, como a falta de manutenção, por exemplo. E com a recente adição do código para DirectShow e Quicktime outras versões de programas que tanto amamos como o Amarok estão cada vez mais próximas.

Essa é também uma boa notícia pois consolida a relação entre Trolltech e KDE e mostra mais uma vez que empresas podem crescer colaborando com projetos abertos.

E para ilustrar meu entusiasmo deixo uma foto e um vídeo da nova versão do Amarok (ainda nos estágios iniciais de desenvolvimento). Ela será a primeira a dar as caras no Windows e Mac OS X (entre outras coisas graças ao Phonon) e seu lançamento está previsto para o primeiro semestre de 2008.

Amarok2

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Conte-me algo que não sei sobre você

Escrito por Fábio em Dezembro 14, 2007

Sabe aqueles inevitáveis momentos de silêncio que insistem em assombrar uma conversa? Tão inevitáveis como a chuva, dizem alguns; porém não tão difíceis de contornar quanto muitos pensam.

Há uma ótima cena - em um ótimo filme, diga-se de passagem - em que um casal recebe cartões temáticos ao sentar à mesa de um restaurante, para que iniciem uma conversa sobre o assunto enquanto esperam o prato ficar pronto. Genial, farei isso quando tiver o meu próprio restaurante.

Mas enquanto eu não abro meu humilde estabelecimento e encomendo os cartãozinhos continuo sofrendo de déficit de assunto, como qualquer outro mortal. Já tive idéias para combatê-lo, inclusive uma muito parecida com a do filme (que tive antes de vê-lo, para que vocês ainda achem que tenho um mínimo de originalidade): um programa que sorteava aleatoriamente uma pergunta pessal. “Qual a sua tirinha favorita?”; “Você fala assoviar ou assobiar?”; “Você se sentiria bem morando sozinho?”; “Você vem sempre aqui?”, ok, essa última foi uma piada. A pergunta que eu mais gostava era: “Conte-me algo que não sei sobre você”. Não é bem uma pergunta, é verdade, mas talvez seja mais importante do que todas que eu possa pensar.

Vou ser sincero, não bolei isso sozinho. Foi alguém que felizmente soltou essa frase em um hiato em uma conversa msnística. Confesso, não me veio absolutamente nada a cabeça. Não porque essa pessoa me conhecia profundamente, mas sim porque falar sobre si mesmo não é tão natural quanto deveria ser. E isso não se deve apenas à minha timidez, em maior ou menor grau todo o mundo sofre de uma repentina timidez quando se trata de revelar algum (geralmente insignificante) detalhe pessoal.

Duas grandes causas são a auto-preservação (”para que falar que gosto de kiwi se vão rir de mim?”) e a auto-depreciação (”minha coleção de selos não é interessante o suficiente para ser o assunto de uma conversa”). Isso é compreensível, porém mau. Vivemos em um mundo frio, cruel e cinzento, e por isso as pessoas geralmente tendem a se fechar cada vez mais. Mas se fechando cada vez mais elas contribuem para que o mundo seja ainda mais frio, cruel e cinzento; e então amigos ficam olhando para a tela do msn tentando achar alguma coisa para conversar.

É claro que há amigos e amigos. Não que os mais afastados mereçam nossa desconfiança, mas a vida trata de rapidamente nos ensinar que não é sábio dividir cada pensamento e acontecimento pessoal com o primeiro que aparecer. Prudência é necessário, é verdade, porém basta apenas um pouco de bom senso para falar sobre as coisas certas com as pessoas certas. Deve-se contar aquele mico homérico da sua infância apenas para os amigos mais próximos (se isso ainda te incomodar), enquanto o mico homérico do seu irmão mais novo pode ser disseminado com bem menos parcimônia. Repetindo, basta bom senso.

E o que ganhamos com isso? Ganhamos muito. Passamos a conhecer melhor as pessoas à nossa volta. Encontramos afinidades ineperadas (”Caramba! Ele também gosta de assistir jogos de râguebi neozeolandês, não estou sozinho!”), por exemplo. Mais do que isso, essa afinidade recém-descoberta pode um dia se tornar uma grande oportunidade na sua vida, imagina se ele um dia ganha ingressos VIP para um jogo? Presentear amigos nos aniversários também fica mais fácil, afinal agora você sabe que aquele seu amigo gostará de um massageador de cabeça coreano. Até mesmo encontrar alguma divergência de pensamento com seu melhor amigo é ótimo, afinal, quem gostaria de amigos que pensam exatamente como você? Eu não gostaria.

Para falar a verdade eu estou sentindo que o último parágrafo foi inútil. Para que diabos eu preciso enumerar as vantagens de conhecer melhor seus amigos? É bom porque é bom oras! Parafraseando um certo pequenino de pés peludos, eu não conheço metade dos meus amigos metade do que gostaria.

E você? Conhece seus amigos como gostaria? Seus amigos o conhecem como você gostaria que o conhecessem? Então, se a resposta for negativa, conte-me algo que não sei sobre você.

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Anão vestido de palhaço…

Escrito por Fábio em Dezembro 14, 2007

A comunidade do Orkut “Anão vestido de palhaço mata 8″ reúne as manchetes mais ridículas e esdrúxulas da internet. Há alguns dias, fazendo minha leitura diária do slashdot deparei-me com uma notícia que, embora trágica, poderia muito bem fazer parte do repertório da comunidade: Robotic Cannon Loses Control, Kills 9. Durante um exercício de tiro na África do Sul, um canhão anti-aéreo descontrolou-se e descarregou sua munição em direção aos soldados, matando 9 e deixando outros 14 feridos.

Não é a primeira vez que um bug mata soldados. Na primeira guerra do golfo, um erro de precisão aritimética fez com que o míssel de defesa Patriot falhasse ao interceptar um míssel iraquiano. 28 morreram.

Mas nem só armas matam pessoas. Todo sistema de transporte moderno é controlado por computadores e, conseqüentemente, por um software. Qualquer bug, por mais obscuro e improvável que seja, coloca a vida de milhões de pessoas em risco. Infelizmente programadores, mesmo que indiretamente, matam pessoas.

Mesmo que estejam separados por apenas um parágrafo, um canhão autônomo e um sistema de controle de transportes apresentam uma diferença básica: o primeiro foi projetado para matar. Há dois dias ele matou 9 pessoas, na próxima guerra ele matará muito mais. E numa primeira análise é duro pensar que esse ceifador é apenas mais um trabalho de um colega de profissão. Assim como toda tecnologia, é inevitável que a computação seja utilizado para fins militares. Um exemplo clássico é a Bombe, que ajudou a Inglaterra a quebrar o Enigma.

Porém mesmo que seja inevitável que algum computólogo crie uma nova arma, como se sente o sujeito? Como você se sentiria em criar um novo e mortal aparato militar? Pensaria que é apenas mais um trabalho, que alguém tem que fazer, ou que simplesmente não é você a puxar o gatilho? Provavelmente muitos devem pensar que estão ajudando a humanidade, que construir um novo míssel interceptador vai salvar vidas; infelizmente outras vidas serão perdidas quando alguém utilizar esse brinquedo para interceptar um avião - possivelmente comercial.

Será Arquimedes o carrasco dos marinheiros romanos? Será Nobel culpado por todas as bombas no mundo? Não sei a resposta, não são perguntas fáceis de serem respondidas - isso se forem decidíveis para começo de conversa - porém sei que não aceitaria participar diretamente da criação de algo puramente militar. Minha decisão aliviaria em nada as mazelas do mundo, mas pelo menos ajudaria a arejar minha consciência.

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Cortando (mais uma vez) a fita!

Escrito por Fábio em Dezembro 11, 2007

Hello World!

Como um bom computeiro, não poderia deixar de começar meu blog com essa frase. Disse blog? Ok, eu menti, isso não é apenas um blog - pelo menos não será apenas um blog, aqui não estarão apenas textos, mas também códigos, programas, desenhos, imagens e outras cositas más de minha autoria, pelo menos em grande parte.

E sobre o que serão tudo isso? Sobre tudo, oras. É vero que todo o meu mundo é influenciado por computação e matemática, mas nem só disso vive um homem. Apenas pretendo trazer o máximo de qualidade possível para tudo que publicar aqui, caso contrário guardaria na minha mais funda gaveta. Espere algumas opiniões detalhadas sobre uma estrutura de dados qualquer, assim como espere uma resenha cuidadosa de um filme que gosto. Obviamente tudo estará limitado pelo meu escasso conhecimento na área em questão, mas quero garantir que o produto final alcance essa qualidade limite.

Pulando do conteúdo para a forma, tenho um aviso: se você não gosta de coloquialismos, acho que não vai gostar muito dos meus textos. Tentarei ser o mais pessoal possível e irritar ao máximo os puristas. Porém perdoem-me as pauladas na nossa amada língua, tudo o que eu tenho a dizer minha defesa é: ops.

Blog inaugurado e post sem nenhum conteúdo adicionado. Check. Entre e seja bem-vindo.

// Essa é uma versão 1.0.1 do meu post de apresentação do meu último blog. Como ele apenas conta com 3 postagens (incluindo essa) resolvi colocá-las aqui também. Perdi os (dois) comentários que tinha, mas eu consigo viver com isso =]

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